domingo, 29 de março de 2009

Valorização da Cauda Longa

O termo cauda longa se refere àquela parte da população que procura por produtos ou serviços que não são muito populares. Um exemplo prático seria uma loja de CDs/DVDs musicais. Grande parte das pessoas entram na loja procurando por uma banda ou um CD que esteja fazendo mais sucesso, porém há aquelas poucas pessoas que entram na loja em busca de material de bandas não muito famosas, que até mesmo a grande parte da população nem conhece. Essas pessoas fazem parte da cauda longa.

A inspiração do termo é devido ao formato do gráfico que representa o volume de pessoas interessadas em um produto. Abaixo temos um exemplo desse gráfico, que se trata do interesse de pessoas em uma livraria:









As lojas reais estão geralmente mais interessadas em vender um grande número de exemplares de um mesmo produto, procurando satisfazer os clientes que representam a cabeça da cauda. Com a internet, é possível aumentar a variedade de produtos sem ter despesas adicionais com o gerenciamento de espaço da loja. Lojas virtuais podem oferecer produtos diversificados sem a necessidade tê-los em estoque. Ao ser requisitado por um cliente, o vendedor realiza um processo de criar ou importar o produto para passar ao cliente.

Com essas possibilidades, a loja possui uma prateleira infinita, com produtos que podem agradar a todas pessoas que pertencem à cauda longa, e não somente aquelas que estão na cabeça. Para os vendedores isso é uma excelente oportunidade para gerar lucros. Para os usuários é uma comodidade muito grande, principalmente para pessoas com gostos diversificados.

Chris Anderson, autor do livro "A Cauda Longa - Do mercado das massas para o mercado de nichos", apontou em 2004 que no comércio eletrônico sempre existia demanda por praticamente todos os produtos, mesmo com a grande variedade de oferta. Na época, a Amazon oferecia 3,7 milhões de títulos, enquanto uma livraria física oferecia em média 100 mil. 25% das vendas da Amazon era representada pelos títulos que não interessavam às lojas físicas por serem pouco procurados.

O conceito da Cauda Longa aplica-se não só à venda de produtos, mas também ao acesso gratuito ao conteúdo digital. Anderson identificou 3 forças propulsoras do fenômeno da cauda longa:

- maior acesso a ferramentas para produção de determinados itens, como CDs;

- maior facilidade na disponibilização dos itens no meio digital;

- maior facilidade de encontrar itens de interesse na internet.

Links de lojas virtuais que valorizam a cauda longa:

Lojas de supermercados: www.extra.com.br www.carrefour.com.br www.hiperviabrasil.com.br.

Livrarias: www.livrariasaraiva.com.br www.leitura.com.br.

Lojas de roupas: http://www.magazineluiza.com.br www.cea.com.br www.mariza.com.br.

Lojas virtuais que os próprios usuários podem vender seus produtos: www.submarino.com.br www.mercadolivre.com.br www.amazon.com www.ebay.com

2 comentários:

  1. É interessante que as grandes lojas virtuais conseguem uma boa vantagem com isso. Para uma pequena livraria, gastar espaço de estoque com algo que pouco se vende pode não valer a pena. Talvez nem quem procure o livro saiba que pode ser encontrado lá. Já as grandes lojas virtuais, como atraem muitos consumidores a chance de que a procurem para localizar um livro específico é maior.

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  2. Um bom exemplo de cauda longa seria o Googleads e GoogleSense... Alias, o google sobrevive com o principio da cauda longa...

    Gustavo Abreu Grupo Q

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